Já percebeu que as pessoas pisam de formas diferentes no chão? Alguns usam mais a borda externa do pé, outros a mais interna e alguns ainda utilizam um pouco das duas. Pode parecer apenas uma particularidade de cada pessoa, mas certos tipos de pisada pode causar muitos problemas musculares e articulares para os atletas.

Não ter uma pisada adequada pode causar dores por conta do uso excessivo de apenas um grupo muscular, além de provocar fraqueza nos músculos menos utilizados. Tais desequilíbrios podem ter consequências maiores, como o favorecimento de torções e até mesmo problemas de coluna.

E você? Sabe qual é o seu tipo de pisada? Será que precisa tomar mais cuidado durante os treinos? Descubra agora mesmo!

Entendendo os diferentes tipos de pisada

1. Pisada pronada

Nesse tipo de pisada as pessoas descarregam boa parte do peso corporal na borda mediana (ou interna) do pé. Ela começa na região esquerda do calcanhar e termina apoiando todo o corpo no hálux (mais conhecido como dedão do pé).

Nesse caso, a articulação subtalar sobre uma rotação interna (em inversão ou em varo) numa ordem de 20º. Isso implica num desvio da aplicação da força, de forma eficiente, na fase final de apoio. Mais de 50% da população possui esse tipo de pisada.

2. Pisada supinada

Aqui, a posição do pé durante a passada é justamente ao contrário. Neste caso, o arco lateral do pé é usado com muito mais frequência e boa parte da carga que colocamos para caminhar fica concentrada no dedo mínimo, causando uma sobrecarga.

As pessoas que apresentam esse tipo de pisada com maior frequência são aquelas que possuem pé cavo, ou seja, o arco medial do pé possui uma angulação menor que a maioria. Apenas 5% da população mundial apresenta a pisada supinada.

3. Pisada neutra

É o que se considera uma pisada normal, na qual o peso do corpo é distribuído pelo pé de forma quase igualitária. O passo começa com apoio na região medial do calcanhar e termina no centro do antepé, próximo aos dedos.

As pessoas que têm esse tipo de pisada (cerca de 45% da população) geralmente encontram poucas restrições ao comprar um calçado e sofrem menos com problemas articulares na região.

Descobrindo o meu tipo de pisada

Pessoas que possuem uma passada incorreta costumam apresentar dores nas articulações próximas como tornozelo, joelho e quadril. Essa dor, com o passar do tempo, pode evoluir para um problema de coluna se não for tratada. É possível também perceber um encurtamento muscular em um dos lados da perna (medial ou lateral) por conta da pouca utilização do grupo.

Se você estiver apresentando algum problema e sentindo dor, o melhor é procurar o ortopedista para identificar qual é o seu tipo de pisada. Um fisioterapeuta também é capaz de detectar desvios posturais e também da passada, identificando assim o seu tipo.

Uma forma bastante caseira e eficaz de analisar isso é observando se há algum desgaste no solado do sapato e, se há, de que lado se encontra.

Tomando as atitudes necessárias

Caso observe algum desvio, o ortopedista deve te encaminhar para um profissional que fabrica palmilhas. Elas podem te oferecer a segurança necessária para treinar sem maiores preocupações.

Existem também algumas marcas de calçados que já possuem tênis adaptados para os diferentes tipos de pisada. Identifique a sua e adquira um compatível com ela.

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