Atividade física e o COVID 19: Entenda melhor essa relação

Atividade física e o COVID 19: como combater?
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O problema é real, e chegou ao Brasil. Iniciado na China, esse vírus tomou conta de quase todo planeta, e tem trazido muita apreensão na população mundial. E na busca de informação, muitas pessoas têm procurado entender a relação entre atividade física e o COVID 19. Será que posso continuar treinando? Quais atividades e comportamentos devem ser evitados. É sobre isso que falaremos a partir de agora.

Talvez não exista no ano de 2020 uma notícia que o mundo conheça tanto quanto o COVID 19. Para quem ainda não sabe, ele é um Coronavírus e vem de uma família de vírus que causam infecções respiratórias.

Os sintomas, segundo a organização mundial de saúde, são muito similares a gripe: dores no corpo, febre e indisposição. Porém, a maior diferença é a inclusão da tosse seca, que pode avançar para uma possível falta de ar, e consequentemente a necessidade de informação – sugerida em média em 15% dos casos. A transmissão ocorre geralmente por tosse, espirro, gotículas de saliva e contato com objetos ou superfícies contaminadas.

Mas como isso impacta a rotina do corredor ou de quem pratica qualquer outro tipo de atividade física?

Nesse artigo você vai saber:

  • Qual a relação atividade física x prevenção de doenças?
  • Quais modalidades mais sugeridas?
  • Como adaptar sua rotina de exercícios em tempos de COVID 19?

Atividade física e o COVID 19: Como essa relação pode ser evitar doenças?

Desde que o vírus surgiu na China, no final de 2018, o mundo vem acompanhando em qual perfil ele é mais letal. Pessoas acima de 60 anos, hipertensos, diabéticos e pessoas com problemas respiratórios estão entre os principais atingidos.

Isso não é por acaso. 

O sistema imunológico de pessoas com esse perfil costuma ser mais frágil do que em pessoas jovens, ou que fazem atividade física regularmente.

Praticantes de corrida, por exemplo, tem entre seus principais benefícios um coração e pulmões mais eficientes, assim como uma maior eficiência no transporte de sangue e oxigênio, reduzindo o risco de hipertensão e diabetes.

Todas essas adaptações ajudam para um sistema imunológico mais forte, aumentando a possibilidade de cura em caso de contágio.

atividade física e o COVID 19 e seu papel na imunidade

Também não podemos esquecer que um estilo de vida saudável deve englobar uma preocupação maior na parte alimentar. Para muitos, isso é algo deixado de lado, principalmente quando a atividade física garante a manutenção de um peso “ideal”.

Porém, saber equilibrar o consumo de carboidratos, proteínas e gorduras será fundamental para garantir uma saúde realmente forte, pois muitos alimentos contam com substâncias antiinflamatórias e que também reforçam o sistema imunológico. Dentre eles temos a laranja, a batata, o salmão, frutos secos, dentre outros.

Nessa hora, uma consulta num nutricionista irá ajudar muito na montagem de cardápio anti-queda de imunidade.

Tudo isso mostra o quanto atividade física  e o COVID 19, junto com a parte alimentar,  pode atuar como a primeira barreira de entrada para o vírus.

Quais atividades físicas mais indicadas?

Essa é uma pergunta que não tem uma resposta simples, pois depende da infraestrutura disponível para treinar.

Você mora em casa ou prédio? Tem algum tipo de aparelho ou acessório para treinar? Baseado nisso, haverá uma série de opções que você terá à disposição.

Selecionamos as principais, das mais simples para as que requerem uma maior estrutura:

Exercícios em casa

A opção mais segura dentre todas. Quando falamos de atividade física e o COVID 19, a recomendação mais feita é quase unânime: fique em casa. Isso evita uma maior circulação do vírus, bem como sua maior propagação entre um grande volume de pessoas.

E para quem acha que não dá pra se exercitar em casa, opções não faltam. Atualmente existem diversos aplicativos e canais que orientam sobre sequência de exercícios, inclusive com vídeos explicativos, modalidades diferentes e opções com e sem acessórios.

Caso não seja muito fã de usar o celular para se exercitar, você pode fazer lives ao vivo com treinadores. Essa é uma forma mais dinâmica, principalmente se você não tem disciplina para treinar.

Treino em escada

Num momento de reclusão, muitos têm receio de perder seu condicionamento cardio. Por isso, diversas pessoas optam pelo treino em escadas. Eles proporcionam não apenas o estímulo à pulmões e coração, bem como fortalece os músculos de pernas e glúteos.

Mas atenção, pois alguns cuidados são necessários: evite “girar” o pé na hora de subir cada lance, isso pode forçar seu tornozelo e iniciar um processo inflamatório.

Outra recomendação é que evite essa opção caso more em prédio e a escadaria esteja muito movimentada. Nesse cenário, a distância de 1,5 metro acaba não sendo possível ao cruzar com outra pessoa.

Caminhada e corrida

O treinamento de corrida e caminhada pode ser uma excelente escolha quando falamos de atividade física e o COVID 19. Ele não apenas ajuda a manter / desenvolver sua capacidade aeróbia, bem como estimula a liberação de substâncias que combatem o stress, como serotonina, endorfina, dentre outras. Isso pode ser um fator muito importante para combater a depressão, que pode surgir em algumas pessoas num período longo de confinamento.

Porém, indicamos que não busque a realização dessas atividades ao ar livre, caso exista a possibilidade de usar um espaço na própria residência, como uma esteira ou mesmo um quintal.

Explicando: quando o caminhante ou corredor faz sua atividade de forma individual, em espaços sem aglomeração, e mantendo uma distância maior de 1,5 metros, ele cientificamente está tomando os devidos cuidados.

Porém, essa atitude pode estimular outras pessoas, que dotadas de um nível menor de informação, também podem se motivar a irem às ruas, mas sem tomar as medidas necessárias.

Ou seja, é uma questão de conscientização e cidadania, não apenas o ponto de vista “prático” da ação.

Atividade física e o COVID 19: Como adaptar sua rotina?

Com o período de isolamento vigente, criar uma rotina de exercícios físicos, por incrível que pareça, pode não ser uma tarefa fácil. A mudança repentina de seu cotidiano, principalmente em casos de pessoas com famílias, não é simples.

Definir horários específicos para treinar, trabalhar em casa, ler e interagir com outras pessoas – caso more sozinho, videochamadas são uma opção – são fundamentais para reduzir a ansiedade e o stress da reclusão.

Outra sugestão, além da rotina rígida, é que seja diária. Alternar atividades como alongamento num dia, Circuito cardio em outro, corrida – para quem tem a opção; Dessa forma, músculos não ficarão sobrecarregados, bem como a parte física em geral. Isso é fundamental, pois um cansaço excessivo pode enfraquecer o sistema imunológico.

Tomando essas medidas, todos estarão aptos a conciliar à atividade física e o COVID 19, e superar esse problema tomando as melhores atitudes.

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