Que a corrida é uma atividade que trás grandes benefícios, ninguém discorda. Controle de peso, melhoria do sistema cardiovascular, redução de colesterol e glicose, aumento da massa óssea, dentre vários outros. Porém, poucas vezes é falado o quão é difícil começar a correr. Para muitas pessoas, um martírio.

É claro que estamos falando dos corredores iniciantes. Aqueles que ainda não estão adaptados a exigir um pouco mais de seu corpo na parte aeróbica. Para eles, manter-se mais tempo correndo, sem maiores problemas, é um grande desafio.

E para que essa transição da caminhada para a corrida aconteça sem grandes sofrimentos, e o corredor iniciante possa começar a correr de uma forma mais natural, separamos algumas dicas fundamentais. Vamos conferir?

 

Muita caminhada, pouca corrida

Uma das principais dificuldades do corredor iniciante é o ímpeto de tentar correr um tempo além do adequado nessa fase de transição. Exemplo: se você fizer um treino caminhando 3 e correndo 2 minutos, pode “aparentar” inicialmente que se trata de um treino de dificuldade baixa a média. Porém, analisando friamente, você percebe que isso fará com se corra em 40% da sessão de treino.

Esse é um volume muito excessivo para quem está num período inicial de transição. Treinos onde grandes volumes de caminhada serão alternados por curtos volumes de corrida impactam muito menos, além de favorecer a recuperação plena.

Trabalhos proporcionais na casa de 70/30, 80/20, são mais recomendados nessa transição. Posteriormente, um acompanhamento na corrida mais personalizado é uma opção bem interessante e pode se fazer necessário.

 

Evite subidas ao começar a correr

Se para corredores experimentes a corrida na subida já é um grande desafio, imagine para quem está no processo de começar a correr? Percursos planos e descidas nessa etapa, além de menos desafiadores, exigirão da parte muscular do corredor iniciante uma força muito menor que na subida.

Mas atenção: é importante o corredor iniciante tomar cuidado principalmente na descida, evitando “largar” o corpo, mantendo uma postura adequada, ativando os músculos que ajudarão na absorção do impacto.

Não corra rápido

A velocidade é um dos fatores de maior causa de fadiga na corrida. Para corredores mais experientes, os treinos de aceleração ou “tiros” são sempre considerados os mais desafiadores.

Corredores iniciantes tem uma dificuldade muito maior de controlar seu ritmo, principalmente se não tiverem à disposição acessórios de corrida. Eles ajudam a controlar a velocidade e batimento cardíaco. Hoje o mercado de corrida tem diversos relógios e aplicativos que proporcionam levantar esses dados de forma automática e em tempo real.

Por isso, o lema é: devagar e sempre. O ato de correr já é um desafio. A evolução deve ser gradual, com velocidades onde o iniciante poderia realizar também caminhando rápido. Com o tempo, e quando o ato de correr já não for um grande desafio, a velocidade será ser trabalhada.

 

Faça o seu treino de corrida

Nesse momento de incorporar a corrida de forma mais consistente, tentar acompanhar grupos, ou correr com amigos, pode atrapalhar. Esse ambiente acaba criando uma condição que induz o iniciante há correr mais tempo e em intensidades incompatíveis com sua condição atual.

Além disso, fatores como conversar durante o treino, acompanhar quem tem um ritmo mais forte que o seu, irão tirá-lo do ritmo adequado. Com certeza isso favorece a fadiga precoce.

E para ajudar os corredores iniciantes nesses primeiros passos, temos um ebook gratuito: Como começar a correr em 6 passos. Para baixar, basta clicar aqui

 

Seguindo essas dicas, com certeza a transição da caminhada para a corrida se tornará mais prazerosa.

 

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