Vivemos a era das sensações. A busca incessante pela experiência. Como treinador de corrida, pude observar ao longo dos anos não só a mudança da população em relação a forma de lidar com a atividade física, como também estudar (e ainda estudo, com o mesmo afinco) as diferenças e evoluções na preparação física.

Conduzo há 10 anos cursos de capacitação para treinadores de corrida, além de trabalhar há 15 anos na área. Nesse período, não sobrou um slide em relação ao meu primeiro ano de docente. MUITA coisa mudou, evoluiu, foi reavaliada. Mas como disse no início do texto, vivemos a era das sensações. E nessa era, inserir lógica e planejamento, num mundo cada vez mais imediatista, é uma tarefas das mais árduas.

 

Treinamento de corrida ou um treino para suar a camisa?

Com o mundo cada vez mais exigente e estressante, buscamos sempre sensações que nos aliviem. E em muitos casos, a sensação de um treino difícil, onde você suou a camisa e se cansou muito, está associado a um treino “eficiente”. Aquela “sensação” de dever cumprido.

Por isso, hoje pipocam academias de sppining, corrida e grupos de treinamento funcional em parques, vendendo aulas avulsas. Se pararem pra pensar, o ÚNICO requisito necessário para conduzir essa aula é o carisma, a empatia, pois o público é rotativo e não existe necessidade nem condição de avaliar um corredor nesse cenário.

Em resumo, a análise da eficiência do treinador de corrida se dará pelo nível de suor que o corredor derramará, e o cansaço ao final do treino. Nessa hora, você não precisa ser um treinador. Basta ser um “treineiro”, ou um bom motivador.

Por isso, não deixem de buscar o conhecimento, a melhoria da técnica, novas informações. Questionem o seu treinador. Procurem entender porque você precisa fazer “A” ao invés de “B”. A única forma de entender melhor porque e como você deve se preparar, é através de uma única palavra: conhecimento!

Darlan Duarte é Técnico e treinador da Pacefit Assessoria Esportiva