O treinamento de corrida tem muitos métodos. Planejamento para iniciantes, idosos, corridas de 5 e 10km, Meia Maratona, Maratona e Ultra. Nessa gama de opções, onde cada treinador tem um método (uns mais conservadores, outros mais arrojados), é difícil para um corredor saber exatamente se a sua preparação está evoluindo de forma adequada.

Quando se alcança uma distância nunca antes percorrida, ou o corredor completa uma distância já experimentada num tempo mais rápido que o anterior (conhecido como RP, ou recorde pessoal), pode ser uma sinalização de que seus treinos estão adequados e ele está evoluindo, correto? Nem sempre…

Em muitos casos, se não houver o cuidado constante com a evolução gradual do corredor, o destaque e quebra de recorde de hoje, pode ser a lesão ou queda na performance amanhã.

Por isso, separamos para você 5 sinais de que o seu treinamento de corrida pode estar indo para o caminho errado. Vamos conferir?

 

“no pain, no gain”

Evolução, superação e dedicação não estão associadas a dor. Uma coisa é você dar aquele “gás a mais” para finalizar um treino intervalado, de subida, ou aquela distância longa naquele treino de fim de semana. Outra é forçar um ritmo além do que está apto, seja porque não dormiu direito, ou está muito cansado fisicamente, ou mesmo porque quer acompanhar aquele seu amigo ou grupo que treina junto com você.

Por isso, se os seus treinos estão sempre difíceis e desgastantes, é um sinal claro que você precisa respeitar os limites e ter a sensibilidade para saber que está exagerando. Por isso, respeitar e procurar a orientação de um treinador especializado é sempre um bom caminho.

 

Quanto mais eu correr, melhor

A corrida não é necessariamente progressiva. Muitos iniciantes começam no universo da corrida com uma distância de 5 e 10km. Porém, após alcançar essa distância, se sentem pressionados (seja pelo mercado, ou parte de seus colegas corredores) a tentar uma nova distância.

Esse ímpeto inicial de buscar um novo desafio pode ser com certeza um ponto motivador. Mas mudanças constantes de distâncias causam um impacto no seu corpo que pode levar a grande exigência física e muscular, deixando um ambiente mais propício para o surgimento de lesões. Manter a mesma distância por um período de pelo menos de 6 meses, pode ajudar muito no desempenho e saúde do seu corpo a médio e longo prazo.

 

Dores recorrentes na mesma região

O corredor não deve encarar a dor como algo natural ao seu treinamento de corrida. É claro que, para pessoas que fazem um treino mais forte, encaram uma grande distância, ou correm numa superfície irregular, sempre há chance de terminar com algum tipo de dor ou desconforto.

Mas quando essa dor é recorrente e sempre costuma acontecer na mesma região, é sinal que você não está com o seu corpo equilibrado. Ou seja, um cenário perfeito para a ocorrência de lesões. Por isso, entender como se prevenir e treinar de forma mais planejada é fundamental. Em nosso blog, temos um ebook gratuito sobre lesões no corredor e como se prevenir (para baixar, basta clicar aqui).

 

Não fortalecer a musculatura

O fortalecimento para corredor é fundamental e contribui não apenas para melhorar seu desempenho, como pode prevenir uma série de lesões. Com músculos mais fortes, você tem menor desgaste e pode manter um alto rendimento por mais tempo.

Não gosta de fazer treino de fortalecimento? Tudo bem. Mas isso não pode ser um fator que o impeça de inserir essa atividade em sua rotina. Nem sempre dá pra fazer apenas o que gostamos.

 

Fazer seu treinamento de corrida sempre de forma perceptiva

“Sentir a corrida”, “encaixei o ritmo”, são termos muito usados entre corredores para julgar que um treino foi bom. Usar sua percepção para ditar um ritmo num treino ou prova pode ser muito interessante. Mas quando ele é o único parâmetro para seu treinamento, pode ser um fator negativo.

Treinos intervalados, regenerativos, subidas, fartlek, treinos em intensidade confortável… todos contribuem em algum ponto para sua evolução. Dentro de um planejamento, é importante momentos que um treino leve preceda uma corrida muito longa, por exemplo.

Se deixarmos sempre o perceptivo ditar as regras do jogo, podemos criar um ambiente que favorece a fadiga residual. Isso contribuirá aos poucos para o desgaste e, consequentemente, a queda de performance. Por isso, o equilíbrio entre os treinos é a chave do desenvolvimento de sua corrida.

E você, costuma cometer alguns desses “deslizes” em sua rotina de corredor? Comente e compartilhe com a gente.